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A Importância de Proteger o Conhecimento

Publicado em: 05/04/2017

Conhecimento

 

Conhecimento

 

A emergência das novas indústrias de alta tecnologia – como a robótica ou a biotecnologia – veio acentuar a importância do conhecimento no desenvolvimento socioeconômico. A inovação afirmou-se, assim, como a conversão de conhecimento, seja de base tecnológica ou não, em bens e serviços diferenciados com interesse para o mercado. Neste contexto, a capacidade de produzir e aplicar conhecimento avançado tornou-se o principal fator de desenvolvimento do século XXI. Assim chegamos ao conceito de sociedade do conhecimento.

 

Conceito esse que se refere a uma organização social onde o conhecimento é o elemento nevrálgico da criação de riqueza, emprego e bem-estar para os cidadãos. O advento da sociedade do conhecimento decorreu de um desenvolvimento da ciência e da tecnologia sem precedentes e de uma intensificação do cruzamento entre a aplicação de saberes e o tecido produtivo.

 

Na economia pré-globalização, os principais fatores críticos de competitividade eram o capital, a mão-de-obra, as matérias-primas, as infraestruturas e os equipamentos. Ora tudo isto tem um valor tangível sendo, por isso, mais suscetível de proteção legal. Já na economia globalizada, o conhecimento tornou-se num ou mesmo no principal fator de competitividade. Acontece que, tendo o conhecimento um valor intangível, há que definir direitos de propriedade intelectual que salvaguardem o potencial econômico das invenções, descobertas científicas, criações artísticas, desenhos industriais, marcas comerciais e tudo o mais que nasce do talento humano.

 

Conhecimento

 

A Importância de Proteger o Conhecimento

 

O rápido desenvolvimento científico e tecnológico, a intensidade da inovação no processo produtivo,

a importância da criatividade como fator diferenciador de bens e serviços, a redução do ciclo de vida

dos produtos, os elevados custos das atividades de I&D+i, os riscos implícitos no investimento tecnológico

e a forte especialização do capital humano vieram sublinhar a necessidade de proteger a propriedade

intelectual enquanto mecanismo de garantia de direitos econômicos, de salvaguarda da autoria inventiva,

de estímulo ao empreendedorismo e de reforço da competitividade empresarial.

 

O processo de criação de empresas é cada vez mais baseado no conhecimento especializado, sendo determinante

para a implementação de novos modelos de negócio, o desenvolvimento de produtos diferenciados e a aplicação

de tecnologias sofisticadas. Torna-se, por isso, imperioso proteger da concorrência esse mesmo conhecimento,

impedindo que terceiros utilizem, sem o devido consentimento, uma patente, marca, modelo ou desenho.

 

Com esta espécie de “monopólio” legal sobre o conhecimento, os inovadores/empreendedores beneficiam de

uma maior segurança quer na conversão de ideias de negócio em start-ups, quer depois na gestão da inovação,

na criação de produtos, no desenvolvimento de tecnologias, na construção de marcas e em todos os outros

investimentos que tenham de realizar no âmbito do seu projeto empresarial.

 

Por outro lado, esses mesmos inovadores/empreendedores, ao tornarem-se titulares do direito de propriedade

intelectual, passam a ter a possibilidade de transmitir ou conceder as respetivas licenças de exploração,

rentabilizando o investimento realizado e reinvestindo o capital ganho na produção de mais conhecimento

gerador de valor econômico.

 

A Importância de Proteger o Conhecimento

 

Conscientes da importância da propriedade intelectual para a valorização do conhecimento, as universidades

portuguesas têm vindo a criar estruturas específicas para esse fim. Foi o caso da Universidade do Porto que,

em 2004, criou a U.Porto Inovação, uma estrutura de apoio à cadeia de valor da inovação com o objetivo de

promover a transferência de conhecimento e o reforço da ligação da comunidade acadêmica às empresas.

Neste contexto, a U.Porto Inovação ajuda quem inova a proteger e a registar as suas invenções, contribuindo

desse modo para que a universidade cumpra a sua missão de gerir e valorizar o conhecimento produzido

no seu seio.

 

Este é um papel fundamental das instituições do ensino superior. Com efeito, não compete às universidades

apenas transmitir e produzir conhecimento mas também valorizá-lo social, econômica e culturalmente.

E isto faz-se ajudando os inovadores/empreendedores a protegerem e gerirem melhor as suas invenções,

dentro de uma lógica de competitividade baseada no conhecimento. Se assim não for, arriscamo-nos a que,

num mundo cada vez mais globalizado, tudo o que o talento humano cria nos campi universitários seja

objeto de apropriação indevida, cópia ou furto.

 

 

Fonte: Portal i9 magazine

 

 

A Importância de Proteger o Conhecimento

 

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Comentários

Salvatore

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